Informações diversas e actuais a respeito da paróquia de FORNOTELHEIRO - Celorico da Beira, distrito da Guarda
sexta-feira, agosto 29, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
FORNOTELHEIRO E os seus Encontros Etnográficos
Durante a minha juventude, vivi bastante arredado da sede da minha freguesia, posso até dizer que no Recenseamento Militar nem ali era conhecido. Por onde andava, também não ouvia naqueles tempos as melhores referências aos seus moradores. Com o andar dos tempos, concluí que isso não passa de rivalidades entre povos vizinhos, dado que os outros também são apodados de natureza idêntica.
Hoje sinto uma certa vaidade em ser natural do Fornotelheiro, e, se me permitem, vou dizer porquê.
Em freguesia é a mais extensa do concelho de Celorico da Beira, dentro das rurais é a que tem maior população, é onde está sedeado o Parque industrial do concelho, em gado ovino, se bem que os maiores rebanhos não estejam no seu limite, é a que tem maior número de cabeças e mais fabricantes de queijo. No seu termo, embora desactivada, tem uma estância termal de soberba qualidade, e ainda um filão de granito do mais valioso da região. Tem a maior frente ribeirinha para o Mondego, que, juntamente com a ribeira das Olas, lhe dão das terras mais produtivas da Beira, e, neste aspecto, ainda tem em plena produção o Pomar da Quinta do Reguengo, que em épocas áureas foi sempre dos maiores do distrito, mas que ainda hoje produz mais maçã que o resto do concelho.
No campo histórico, foi vila de que ostenta o seu pelourinho, e a forca onde ainda se notam as colunas com as respectivas chanfraduras. Bem perto da povoação está a Necrópole de São Gens, que tem sido um palco constante para quem investiga nesse sector.
Para além da sede, tem mais quatro anexas, Cardal, Quintas do Salgueiro, Casas do Rio e Estação. A Estação designação que se dá a Celorico da Beira Gare, obviamente nasceu em finais do século XIX, com a criação da Linha de Caminho de Ferro da Beira Alta, sendo implantada em três topónimos: Ingotas, Olas e Jardim.
Nos dias que correm, a Estação é a localidade de maior movimento dentro do concelho. Não só pelo que lhe é dado pelo Caminho-de-ferro, mas também pelo trânsito rodoviário proveniente do Norte do distrito, bem como do Nordeste Transmontano. Tudo isso lhe cria um comércio movimentado, e torna-se ponto de encontro para muitas pessoas, pois quase é uma paragem obrigatória. Eu próprio ali me desloco todos os dias, não só pelo pequeno-almoço, mas também na esperança de encontrar uma cara que há muito tempo não veja.
Está equipado com lar para idosos, três instituições para a infância, escolas de Ensino Básico, no Fornotelheiro e Estação. Tem associações de lazer em todas as povoações com excepção do Cardal.
Mas para quê tudo isto que vos disse?
Para vos dizer que esta importante freguesia de âmbito regional, tem vindo a realizar os seus Encontros Etnográficos. No passado mês de Julho, a 25, 26 e 27, teve lugar na sede de freguesia o evento denominado IV Encontros Etnográficos do Fornotelheiro. Como o próprio nome indica, é a Etnografia que se impõe, que faz recordar aos mais antigos os usos e costumes que se perderam na evolução dos tempos, e mostrar aos mais novos os ofícios e o modo de vida de outras eras. Eu por acaso participei no III Encontro que teve lugar no Verão de 2006. Tinha uma barraquinha onde expunha a minha modesta colecção de relógios de corda. Muito embora fosse muito bem acolhido, acabei por não dar o meu contributo este ano, mais por uma questão pessoal, pois estou envolvido noutras tarefas que me consomem bastante tempo. Mas fui lá ver como tudo estava a decorrer. Ouvi uma palestra sobre a fixação de gente no Mundo Rural, a cargo de distintos oradores que me deixou muito esperançado, uma vez que como filho do campo me considero um acérrimo combatente contra a desertificaçãoDo que vi exposto em matéria artesanal gostei, muito embora afirme que, nesse campo, não sou um verdadeiro perito. Os simulacros dos trabalhos agrícolas e artesanais, também os encontraram muito bem encenados. Os Grupos Folclóricos evidenciavam obviamente a sua região, mas aqui o Fornotelheiro apareceu com o seu próprio, recolhendo os cantares e as danças de outrora. Encantaram-me os tocadores de concertina, instrumento tão melodioso que esteve tantos anos adormecido. Tive pena de não ver tocar o “MANEL RESINEIRO”, acordeonista dali natural, que há quatro décadas enchia com pares de dançantes os principais terreiros das aldeias de muitas léguas em redor.
Para finalizar, deixei o que mais me encantou: A culinária, com os sabores de outros tempos, pensava eu, que as nossas avós não tinham doado esse segredo a ninguém. Passar por ali e comer uma miga de repolho ou de ervilhas, pode dizer-se que não se fica com inveja do mais fantasiado prato criado pelo mais condecorado mestre de cozinha.
Mas não tenho a menor dúvida de que tudo isto deu trabalho. Pelo que ouvi do meu amigo Agostinho dos Santos, presidente da Autarquia, os homens estiveram na rua a levantar as estruturas necessárias, enquanto as mulheres em casa punham em prática o seu saber para deliciar os visitantes.
Podem crer que agradeço a todos o empenho, a contribuição que deram, e, acima de tudo, a vossa hospitalidade genuína de tão bem saber receber.
Por: José Albano Ferreira in Jornal Nova Guarda
sábado, agosto 23, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
Deus prefere os humildes
“Quem espera sempre alcança”, senão espera sentado e de braços cruzados, à espera que o prémio lhe caia do Céu; alcança, na medida em que caminha sempre, escutando a voz de Deus, olhando em frente, sonhando o futuro, enfrentando os desafios, vencendo as dificuldades e os obstáculos, pondo a render os talentos.
Maria é a rainha do Céu que se encontra sentada á direita de Deus. Hoje, celebramos o mistério da sua assunção ao Céu. Maria, no final da sua vida e missão terrenas, alcança a plenitude da vida e do amor de Deus. Ela é coroada como Rainha do Céu e da terra. Maria chega á meta de Deus porque, apesar das inúmeras dificuldades com que se deparou, nunca duvidou de deus nem desistiu do cumprimento da sua missão que Ele lhe confiou.
E a vida de Maria (e a sua missão) não foi tarefa fácil, quando:
• deu à luz na gruta de Belém (não duvidou de Deus nem desistiu da sua missão);
• teve de fugir para uma terra estrangeira, porque Herodes queria dar a morte a Jesus;
• o próprio Jesus ficou no Templo de Jerusalém sem a ter informado ou pedido autorização;
• tomava conhecimento da oposição das pessoas a Jesus (ex: quiseram deitar de um precipício abaixo na sua própria terra ou quando lhe foram dizer que o seu filho estava fora de si);
• teve de ser testemunha da paixão e morte de Jesus.
Em nenhuma destas dolorosas circunstâncias, Maria duvidou de Deus e da seriedade dos seus desígnios, mas caminhou sempre em frente, animada pela certeza de que Deus não defrauda, embora ponha á prova, aqueles a quem chama e confia uma missão.
Porque não duvidou nem desistiu, Maria goza, no Céu, da glória de deus, enquanto na terra todas as gerações a proclamam ditosa, bem-aventurada!!!
Aquela que é glorificada no Céu, é a mesma mulher que aceitou ser a humilde serva do Senhor: “Eis a Serva do senhor” e a humilde serva da humanidade – coloca-se ao serviço de Isabel.
Deus prefere os humildes: “pôs os olhos na humildade da sua serva”. É nos humil

Para os humildes, Deus tem uma recompensa especial: “exalta os humildes”, enquanto dispersa os soberbos, derruba os poderosos e despede os ricos de mãos vazias. Não são os soberbos, os poderosos e os ricos, mas os humildes que serão recordados de geração em geração.
É a humildade que dá consistência à vida do homem.
A humildade assenta na Palavra (que se faz vida na vida do humilde), na Verdade (qual caminho que o humilde segue com fidelidade e perseverança), e no Amor (a vida que se partilha com os outros, sem esperar nada em troca).
Hoje, são muitos os que desconhecem e desprezam o valor da HUMILDADE (da Palavra, da Verdade e do Amor). Muitos querem ser importantes a qualquer custo. Muitos que nada valem, julgam-se importantes e levam as pessoas a pensar que efectivamente são importantes.
Hoje, não faltam aqueles que querem ser importantes, dar nas vistas, fazendo caridade com o que não é deles, tentando usurpar aquilo que não lhes pertence. Deus nos livre de tais benfeitores desonestos!
Muitos procuram ganhar protagonismo, denegrindo aqueles que são honestos e coerentes, e levando as pessoas a pensar mal daqueles que gastam generosamente a sua vida e se entregam desinteressadamente à sua missão.
Esses esquecem que a sua fama e o seu poder tem a consistência do fumo. Eles são como a flor do campo que mal desabrocha é cortada e seca: “vi um ímpio encher-se de soberba, expandir-se como uma árvore frondosa. Tornei a passar e já não existia; procurei e não consegui encontrá-lo” (Sl 37, 35-36).
Pareciam pujantes, divertiam-se a fazer o mal, julvam-se no direito de ser injustos, pensavam que eram invencíveis como os cedros do Líbano. No entanto, caíram por terra e já ninguém olha para eles.

Quem é fiel ao Senhor, na escuta e no cumprimento da sua Palavra sabe que será largamente recompensado por Ele, nunca será esquecido, pois tem um lugar garantido no coração de Deus!
- Como Maria, que nunca deixou de olhar em frente e de caminhar na presença do Senhor, assim também nós, que recebemos de Deus a missão de proclamar a sua Palavra, não vamos desistir, pois o Senhor está connosco para nos ajudar.
Confiamos, não nas nossas forças nem nas nossas capacidades, mas confiamos em Deus e nos dons e graças que Ele nos concede. Nós temos a certeza de que a Verdade acabará por vencer (a verdade nem sempre vem ao de cima), que “quem espera sempre alcança”, que quem é humilde será largamente recompensado.
Deus é generoso para com todos aqueles que lhe são fiéis!!!
Que Maria, a Rainha do Céu, esteja sempre ao nosso lado como modelo e estímulo, como protectora e nossa guia!
Padre Gilberto nomeado pároco de 5 paróquias

segunda-feira, agosto 11, 2008
Peregrinação da Diocese da Guarda a Fátima (Dia 21 e 22 de Agosto)

Queremos pedir a Nossa Senhora que ajude toda a nossa Diocese, no conjunto das suas mais de 360 paróquias, 15 arciprestados e 4 zonas pastorais, a ser, ao longo de todo este novo ano, uma verdadeira Escola de Fé. Escola de Fé onde o Mestre é Cristo e todos nós somos os alunos; onde os catequistas, motivados, formados e acompanhados por nós sacerdotes, são os directos colaboradores deste único Mestre que é Cristo; uma Escola de Fé onde o programa é sempre o Evangelho, mas traduzido para o mundo actual através do Catecismo da Igreja Católica. E, ao longo deste ano, queremos que esse programa seja principalmente a terceira parte do Catecismo da Igreja Católica sobre a Moral Cristã; uma Escola de Fé onde, por isso, o compêndio é o próprio Catecismo da Igreja Católica, completado pelo seu resumo oficial e pelo tex

A experiência diz-nos que não vai ser fácil, ao longo deste ano pastoral, progredir pelo caminho que há-de fazer da nossa Diocese e das suas diferentes comunidades verdadeiras escolas de Fé. Mas sentimos que essa é a chamada que o Senhor nos faz; e da capacidade que hoje tivermos para descobrir catequistas, motivá-los, formá-los e também motivarmos os fiéis de prática dominical regular para serem verdadeiros discípulos missionários depende o futuro da nossa Diocese e das suas diferentes comunidades de Fé.
Vamos pedir a Nossa Senhora de Fátima que abençoe todos os nossos agentes pastorais, a começar por nós sacerdotes, mas também as diferentes comunidades religiosas que temos espalhadas pela Diocese e outras comunidades e leigos de vida especialmente consagrada no meio do mundo que também temos, os catequistas que já temos e outros que possamos vir a descobrir e a formar ao longo do ano para lançarmos mãos à obra, confiados em que o Senhor, único Bom Pastor, vai à nossa frente, a convidar-nos para percorrer com renovada esperança os caminhos da nova evangelização”.
domingo, agosto 03, 2008
Para quem perdeu o Festival Jota...
Conhecem a alguém. A Susana e a Teresa Ferreira, duas jovens de Celorico da Beira Cadoiço - Mesquitela).
Conheça outro tipo de música. A música cristã, a música positiva, a musica que transmite valores...